Teu perfume doce não mais está,
não adianta nem eu procurar
O xadrez da camisa amarrotada,
confundi com a coberta ao acordar
O café: eu servi.
O incenso: acendi.
Mas, de repente, o tudo não mudou nada!
É difícil mesmo entender
que estou de mãos amarradas,
quando levo a vida sempre a ver
que não custa nada a tenteada.
Vou passar minha noite a escrever
esse samba que nunca irão tocar.
E, então só, vou perceber
que, realmente, o tudo não mudou nada!
É incrível o que faz uma canção,
deixa doce e alenta o coração,
dá o tom que esperávamos em vão.
Esperançosa, eu sigo a paixão.
DEFENESTRAÇÃO: Ato de violência, pelo qual se lança uma pessoa pela janela; Ato rebelde, pelo qual se atira alguma coisa pela janela.Massacres históricos conhecidos como Defenestrações de Praga.Em meados 1400,partidários dos prisioneiros de Praga tomaram o prédio e lançaram pela janela membros do conselho da cidade;Em meados 1600,nobres protestantes da Boemia invadiram o castelo da capital e arremessaram representantes do governo pelas janelas.Para incitar as defenestrações de todas as pragas!
15 de mai. de 2011
14 de mai. de 2011
23 de fev. de 2011
Só pra constar
E a quem possa interessar...
hoje choveu, mais cedo.
Hoje, senti medo.
Ontem sabia jogar,
Hoje, maré de azar.
Amanhã, substantivo próprio.
Hoje, neologismos afloram.
Ontem, correntes por minhas mãos atadas.
Hoje, libertas mãos para nada.
Ontem, picolés de goiaba.
Hoje, refrigerador quebrado.
Se amanhã, sorvete de limão.
Depois da manhã, mais um arranhão.
Frio laranja, temperatura azeda.
Que se vá este verão, antes que a noite esqueça.
... ou antes mesmo... anoiteça.
hoje choveu, mais cedo.
Hoje, senti medo.
Ontem sabia jogar,
Hoje, maré de azar.
Amanhã, substantivo próprio.
Hoje, neologismos afloram.
Ontem, correntes por minhas mãos atadas.
Hoje, libertas mãos para nada.
Ontem, picolés de goiaba.
Hoje, refrigerador quebrado.
Se amanhã, sorvete de limão.
Depois da manhã, mais um arranhão.
Frio laranja, temperatura azeda.
Que se vá este verão, antes que a noite esqueça.
... ou antes mesmo... anoiteça.
22 de fev. de 2011
Dias de doçura,
dias de tortura...
lenta, segura e gradual...
E a saudade é fato empiríco
comprovado na idiotice de cada dia.
E a impossibilidade do não
torna o todo mais descontente.
Vontade absurda...
desejo profano, utopia.
Faz ora perder o sono,
ora perder o dia...
Insegura forma;
Abstrato modo.
Decifra-me,
eu imploro.
Ou me devoro,
na mais rotineira agonia.
Caso caia no acaso
de encontrar conforto,
é queda em falso.
Sonho.
E no final, nada é diferente.
O prazer do prazer não se faz presente.
A melhor forma é ainda desconhecida.
dias de tortura...
lenta, segura e gradual...
E a saudade é fato empiríco
comprovado na idiotice de cada dia.
E a impossibilidade do não
torna o todo mais descontente.
Vontade absurda...
desejo profano, utopia.
Faz ora perder o sono,
ora perder o dia...
Insegura forma;
Abstrato modo.
Decifra-me,
eu imploro.
Ou me devoro,
na mais rotineira agonia.
Caso caia no acaso
de encontrar conforto,
é queda em falso.
Sonho.
E no final, nada é diferente.
O prazer do prazer não se faz presente.
A melhor forma é ainda desconhecida.
21 de fev. de 2011
Citando Caio F.
"-Você tem um cigarro?
-Estou tentando parar de fumar.
-Eu também, mas queria uma coisa nas mãos agora.
-Você tem uma coisa nas mãos agora.
-Eu?
-Eu."
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